segunda-feira, 20 de junho de 2016

Dica de Leitura

OIOIOI Amores e amoras hoje trouxemos uma resenha de um livro esperamos que aproveitem. XOXO M. T.


A Republica[1]
Thaiane Jotaene de Lima[2]

Resumo: O livro A Republica de Platão vem abordar através de diálogos de personagens dos filósofos gregos: Polemarco filho ais velho de Céfalo;  Sócrates; Trasímaco um sofista; Lísias irmão de Polemarco; Demóstenes; Glauco e Adimanto; dentre outros, as formas de governo e o sonho de uma sociedade fraterna.


Palavras Chaves: Filosofo; Sociedade; Justiça.

Em a Republica, a idealização de uma cidade perfeita na qual as pessoas possam viver em harmonia, onde dirigentes e guardiões são os únicos que possuem raciocínio é feita por Sócrates e discutida com seus colegas. Para Platão o ser humano ideal para estar governando é o filosofo, este por ser elitista e não se preocupa com a riqueza e sim com o bem estar social, onde a ética, politica e a história da filosofia fazem o tripé de seu mundo perfeito, ou seja, um regime aristocrático.
Inicia-se uma discussão sobre a justiça, esta mais forte que a injustiça que é preferível sofre-la a pratica-la, a partir desse ponto toma-se o rumo do decorrer da história. É como diz o ditado fazer o bem sem olhar a quem, a justiça deve ser aplicada ate mesmo ao seu inimigo.
Trasímaco um sofista, ou também chamado de realista diz que é de interesse do mais forte e a força é um direito de conquista. E que é o mais forte que é justo.
Aquele que desobedece regras, leis este sim vira ser justiçado pelos mais fortes, porque deles sim vem a justiça.
Sócrates pensa diferente, não acredita que a justiça venha do mais forte e sim da sociedade como toda.
Platão repudia a democracia uma vez que não se trata de igualdade, para ele o mundo teria que ser transcendente, para além do sensível porque os sentimentos destroem as pessoas.
Sócrates alarga o conceito de justiça envolvendo a cidade e não as pessoas, mas sem deixa-las de fora, logo que quem faz as cidades são as pessoas, a necessidade com que as pessoas tem de crescer faz nascer a auto insuficiência, procuram cada vez mais coisas para suprir esse desejo incontrolável de sempre querer mais e mais, mesmo que estes tenham que praticar a injustiça e por assim mesmo ficar sem punição pelo ato, dai a premissa de ser educado adequadamente, ou seja, igual aos filósofos e guardiões, baseados em três virtudes: a sabedoria que é para aqueles que governam, a coragem que é para os guardiões seja para defender ou para atacar a cidade e a temperança que todos devem pratica-la.
“Porque seríamos obrigados a dizer que os poetas e os prosadores proferem os maiores disparates acerca dos homens, quando afirmam que, em sua maioria, as pessoas más são felizes e as boas, mal-aventuradas; que a injustiça, quando praticada às escondidas, é útil; que a justiça é um bem para os outros, porém nociva para quem a pratica. Pediríamos que se abstivessem de tais opiniões, e exigiríamos que cantassem em versos e narrassem em prosa exatamente o contrário.” (Platão, 2004, p.108).
Eis que entra a questão das mulheres e das crianças, quanto as mulheres estas são de natureza diferente da natureza do homem, mas que quando tratados em sociedade as mulheres tem seus ensinamentos semelhantes aos dos homens pois é ai que as naturezas se juntam.
“Consequentemente, meu amigo, não há nenhuma atividade que conceme à administração da cidade que seja própria da mulher enquanto mulher ou do homem enquanto homem; ao contrário, as aptidões naturais estão igualmente distribuídas pelos dois sexos e é próprio da natureza que a mulher, assim como o homem, participe em todas as atividades, ainda que em todas seja mais fraca do que o homem.” (Platão, 2004, p. 206).
O mito da caverna se refere sobre a educação dos guardiões e filósofos, pois estes estão para além de riquezas materiais, e jamais cometeriam injustiça perante a sociedade, a influencia da mesma jamais ira afeta-los.



Referência bibliográfica
PLATÃO, A República. Trad. Enrico Corvisieri. São Paulo: Nova Cultural, 2004.





[1] Texto escrito como cumprimento parcial de nota na disciplina de Historia das Ideias Politicas, com orientação do professor Mauricio
[2][2] Acadêmica do 2° período do curso de historia da Universidade Federal de Rondônia – UNIR, 2° semestre de 2014.

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